MP cria força-tarefa para atuar no Tribunal do Júri de São Gonçalo

Procurador-geral afirma que medida mostra que Estado não se intimidou com execução de Patrícia Acioli

Solange Spigliatti, estadão.com.br

16 Agosto 2011 | 08h45

SÃO PAULO - Cinco promotores de Justiça foram designados pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Soares Lopes, para atuar nas plenárias da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo (Tribunal do Júri), onde atuava a juíza Patrícia Acioli, assassinada na última quinta-feira, com 21 tiros, em frente de casa, em Niterói.

 

Na sexta-feira, após tomar conhecimento da morte da magistrada, o Procurador-Geral de Justiça já havia disponibilizado o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) para auxiliar na investigação do crime.

 

A medida foi adotada como forma de contribuir para que inquérito seja conduzido de forma rápida, despersonalizada e com o máximo de qualidade, garantindo a punição de todos os envolvidos no crime.

 

Segundo o Ministério Público do Rio, a partir de setembro, outros dois Promotores de Justiça passarão a auxiliar nos processos e audiências da Vara.

 

"A criação de uma força-tarefa integrada por promotores experientes demonstra que o Estado não se intimidará com o atentado contra a vida da juíza Patrícia Lourival Acioli. Os julgamentos no Tribunal do Júri de São Gonçalo não vão parar, pelo contrário, correrão com rapidez ainda maior", diz Lopes.

 

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