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MP dá 72 horas para a divulgação da lista dos mortos

A Polícia de São Paulo tem 72 horas para divulgar a lista integral com o nome dos 109 mortos em confrontos com policiais desde a noite de sexta-feira, dia 12, segundo determinou portaria do Ministério Público Estadual. O Instituto Médico Legal também foi requisitado a apresentar, em cinco dias, os laudos periciais relativos a estas mortes.O pedido, feito nesta segunda-feira, 22, pelo Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial, tem o objetivo de apurar eventuais abusos de poder das polícias Civil e Militar, no controle da onda de violência "desencadeada por criminosos integrantes do Primeiro Comando da Capital", segundo o texto da portaria.O MP deu um prazo de três dias para que o Delegado Geral da Polícia envie cópias dos boletins de ocorrência sobre as 109 mortes, assim como a lista com os nomes das vítimas. A polícia terá ainda cinco dias para enviar cópias das Portarias de instauração de inquérito sobre as ocorrências.O Comandante Geral da Polícia Militar terá 72 horas para enviar cópias dos talões de ocorrência sobre as mortes, bem como a lista de mortos. O MP deu cinco dias para que a PM apresente cópias das portarias de instauração de inquéritos policiais militares relativos aos fatos.Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, foram registrados 229 ataques, que deixaram 109 pessoas mortas, além de 41 policiais e agentes penitenciários, e quatro civis. Somando-se a este número os 18 mortos em rebeliões em presídios paulistas, a crise na segurança deixou, ao todo, pelo menos 172 mortos. Até o momento, não foram reveladas as identidades das vítimas dos confrontos. Na semana passada, em meio a boatos de que entre os mortos haveria inocentes, o governador Claudio Lembo prometeu que, em breve, a lista seria revelada. Nesta manhã, em entrevista à Rádio Eldorado AM, o subdefensor Pedro Giberti, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, disse que, se entre os mortos pela polícia houver alguma inocente, as famílias serão procuradas e indenizadas. Permanecem no IML da capital, sem que possam ser reclamados pelas famílias, os corpos ainda não identificados de 12 das 109 pessoas mortas pela polícia.

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