MP de Paris abre inquérito para apurar a morte de brasileiro

Indícios são de morte natural por razões ainda não reveladas, mas procuradores querem esclarecimentos

Andrei Netto, correspondente de O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2008 | 15h55

A morte do brasileiro Oscar Kodama, de 28 anos, no último domingo, diagnosticada no Hospital Saint-Anne, de Paris, levou o Ministério Público da cidade a abrir uma investigação sobre as circunstâncias precisas em que o fato aconteceu. A enquete tramita no Tribunal de Grande Instância e tem como objetivo dirimir as dúvidas que pairam sobre as 24 horas em que o jovem passou vivo, mas com nítidos problemas de saúde, na capital francesa. Segundo informações da família, Kodama viajava ao Japão, onde havia obtido um emprego por intermédio de uma agência especializada no Paraná. Daí para frente as informações são vagas, tanto para a família, quanto para o Consulado do Brasil em Paris. O Estado teve acesso à versão da companhia aérea na qual Kodama deveria viajar a Tóquio. De acordo com Pascal Cousseau, diretor de Vendas da All Nippon Airways (ANA), destacado pela companhia para atender à imprensa, Kodama teria chegado a Paris no sábado em vôo da TAM. No Aeroporto Internacional Roissy-Charles de Gaulle, faria a conexão para Tóquio em um dos aviões da empresa. Apesar das suspeitas levantadas pela família, Pedro Carneiro de Mendonça, embaixador e cônsul do Brasil em Paris, não vê motivos para suspeitas: "Há um inquérito que vai esclarecer o caso. Não temos informações precisas, mas considero muito difícil que tenha havido algum tipo de violência policial que tenha resultado em sua morte." O consulado esperava obter até esta quarta-feira, 3, a liberação do corpo, para realização do traslado para o Brasil. Leia reportagem completa na edição de O Estado de S. Paulo de quinta-feira, 4.

Tudo o que sabemos sobre:
morte de brasileiroParisFrança

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.