MP denuncia acusados de assassinar delegado baiano por latrocínio

Clayton Leão foi morto no dia 26, quando dava uma entrevista, por telefone celular, de dentro de seu carro, a uma rádio de Camaçari-BA

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo

15 de junho de 2010 | 14h36

SALVADOR - O Ministério Público da Bahia acolheu a investigação feita pela Polícia Civil e denunciou os três acusados de assassinar o delegado de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, Clayton Leão, por latrocínio (roubo seguido de morte). A denúncia contra Edson dos Santos Cortes, Magno Menezes dos Santos e Rinaldo Valença de Lima confirma que a hipótese de execução ou de crime de vingança foi afastada pela apuração policial.

 

Leão foi morto no dia 26, quando dava uma entrevista, por telefone celular, de dentro de seu carro, a uma rádio de Camaçari. A ação e os disparos feitos pelos assaltantes foram transmitidos ao vivo.

 

Segundo as investigações, os acusados procuravam um carro para assaltar quando encontraram o do delegado parado na Estrada da Cascalheira, na zona rural do município. Na abordagem, um dos assaltantes notou que o motorista do veículo estava armado e disparou duas vezes contra ele, sem saber que ele era delegado.

 

Os acusados foram detidos nos dois dias seguintes ao assassinato e confessaram ter participado do crime. Na manhã de hoje, a Secretaria de Segurança Pública empossou o novo delegado de Camaçari, Nilton Borba de Souza.

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