MP denuncia acusados de matar diretor do CDP de Mauá

O Ministério Público ofereceu denúncia nesta terça-feira contra oito acusados de participação no assassinato do diretor do CDP de Mauá, Wellington Rodrigues Segura, no dia 26 de janeiro. Também foi oferecida denúncia contra um acusado de cumplicidade por esconder armas usadas no crime. Segura foi morto com 22 tiros de fuzil e pistola quando dava carona para a colega Marilene Maria da Silva Lima, que também ficou ferida no ataque. Fora denunciados pelo crime no artigo 121 (homicídio), com agravantes de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, José Cláudio Lealbino, o "Carrefour"; Adriano Nogueira Leite, o "Adrianinho"; Maurício José de Santana, o "Seqüestro"; Fábio Aparecido de Almeida, vulgo "Magrelo" ou "Magrão", Ricardo de Paula Ferreira, conhecido como "Ricardo R"; David Borges da Silva Pereira, chamado de "Baiano ou Coco"; Denis Humberto Magni, vulgo "Magui"; e Luciano Pereira, o "Shampoo". Fábio de Oliveira, o "Pezão", foi denunciado como incurso nas penas do artigo 348 do Código Penal (auxiliara autor de crime a subtrair-se à ação de autoridade pública). Todos serão ouvidos em interrogatório e, após a oitiva de oito testemunhas arroladas no processo (três delas com identidade não revelada), serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. Segundo a denúncia, Adrianinho e Seqüestro são integrantes da organização criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC) e teriam enviado um relatório aos líderes da facção detidos na Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Wenceslau sobre supostos abusos praticados pelo diretor do Centro de Detenção Provisória de Mauá contra os detentos do local. Carrefour, um dos líderes do PCC teria encomendado o planejamento do crime a Magrão. O acusado Magrão teria então mapeado a rotina do diretor para identificar o momento propício para a execução do assassinato. As informações foram passadas a Ricardo R, que também recebeu as armas que seriam usadas no crime: uma carabina semi-automática calibre 30 e duas pistolas calibre s 40 e 380. Os autores do crime teriam sido escolhidos para sua execução porque estavam em dívida com o PCC após perderem um fuzil numa tentativa de roubo a um policial militar.

Agencia Estado,

03 Abril 2007 | 18h19

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