MP denuncia donos de parques de diversões do RJ por homicídio

Em agosto deste ano, acidente no Parque Glória Center provocou a morte de dois jovens

Marcela Bourroul Gonsalves, estadão.com.br

13 Setembro 2011 | 15h48

SÃO PAULO - O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou os empresários Maria da Glória Pinto e Leandro Pinto Ribeiro, donos do Parque Glória Center, e o engenheiro Luiz Soares Santiago pelo crime de homicídio qualificado. Em agosto deste ano, um acidente com o brinquedo "Tufão" provocou a morte dos jovens Alessandra da Silva Aguilar e Vitor Alcântara de Oliveira.

A denúncia foi encaminhada à Justiça nesta terça-feira, 13. O MP requer ainda a proibição de Maria da Glória e Leandro trabalharem em atividade empresarial no ramo de diversões públicas. O engenheiro Luiz Soares pode ser impedido de expedir laudos de engenharia.

O Glória Center funcionava em Vargem Grande, na zona oeste do Rio. Os dois adolescentes e mais nove pessoas foram atingidos por um carrinho do brinquedo, que se desprendeu de sua estrutura. Alessandra morreu no local, e Vitor, três dias após o acidente.

De acordo com o MP, o laudo pericial apontou que os brinquedos do parque estavam em péssimo estado de conservação, com peças deterioradas, calços com pedaços de madeira, condutores com emendas e fitas isolantes expostas, fixação de estruturas com arames metálicos torcidos e coloridos, brinquedos com pregos enferrujados, entre outras irregularidades.

Segundo a acusação, no dia 5 de agosto, nove dias antes do acidente, o engenheiro forneceu, mediante pagamento, Laudo de Responsabilidade Técnica Mecânica atestando que todos os brinquedos estavam em perfeitas condições de funcionamento e dentro dos padrões mecânicos.

"A atitude dos empresários e do engenheiro permitiu que os frequentadores do parque, que estavam sob suas responsabilidades, usassem brinquedos que estavam prestes a se despedaçarem, trazendo perigo para a vida daquelas pessoas. Além disso, para ludibriar os órgãos de fiscalização, Luiz Cláudio rompeu com seus deveres éticos e profissionais", ressalta a denúncia.

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