Divulgação/Ministério Público-PR
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MP denuncia professor por feminicídio de advogada no interior do Paraná

Mulher morreu após cair do 4º andar do prédio onde o casal morava; câmeras flagraram agressões do homem contra ela e promotores dizem que ele a esganou e a jogou do apartamento

Julio Cesar Lima, Especial para o Estado

06 Agosto 2018 | 21h38

CURITIBA - O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou no final da tarde de segunda-feira, 6, o professor de Biologia Luiz Felipe Manvailer pelo crime de feminicídio. Manvailer é suspeito de jogar a esposa, a advogada Tatiane Spitzner, do quarto andar do prédio onde moravam, em Guarapuava, a 257 quilômetros de Curitiba, na madrugada de 22 de julho. A denúncia foi feita por meio da 10ª e 12ª Promotorias de Justiça de Guarapuava.

Os promotores ressaltam que, durante as agressões, o acusado “produziu lesões compatíveis com esganadura (…) praticando tal delito mediante asfixia”. A suspeita é de que o professor esganou a mulher e a jogou da janela do apartamento.

O Ministério Público pediu a manutenção da prisão de Manvailer, preso desde o dia 22 de julho, quando foi detido pela Polícia de São Miguel do Iguaçu após se acidentar com o carro da vítima na direção de Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai.

Imagens de câmeras do prédio onde o casal morava flagraram uma série de agressões de Manvailer contra a vítima nos momentos que antecederam sua morte. 

A defesa de Manvailer informou, por meio de nota, que "mantém sua posição de permanecer no aguardo do resultado de exames periciais no corpo da vítima (exame de necropsia), no apartamento do casal, nas câmeras de segurança, nos smartphones, computadores e HDs apreendidos e na realização de reprodução simulada dos fatos com a participação do acusado".

Além do crime de feminicídio, também foram apresentadas como qualificadoras do homicídio: motivo fútil, morte mediante asfixia e uso de meio que dificultou a defesa da vítima. Além disso, Manvailer foi denunciado pela prática dos crimes de cárcere privado (por ter impedido a saída da esposa do apartamento) e fraude processual (por ter removido o corpo da vítima do local da queda e limpeza do sangue deixado no elevador).

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