MP do Rio apura precariedade nos bondes de Santa Teresa desde 2004

Em 2008, vistorias já confirmavam diversos problemas na infraestrutura do trecho

Marcela Bourroul Gonsalves, estadão.com.br

29 Agosto 2011 | 19h40

SÃO PAULO - O Ministério Público do Rio de Janeiro vem apurando, desde 2004, o suposto estado de abandono e precariedade do sistema de bondes de Santa Teresa, bem tombado a nível estadual. Na época, foi feita uma representação pela Associação dos Moradores de Santa Teresa (AMAST) sobre o estado do sistema. No último sábado, 27, um acidente com o bonde, no centro da cidade, matou cinco pessoas e feriu 57.

Em 2008, após vistorias que confirmaram diversos problemas na infraestrutura do trecho, foi movida uma ação civil pública em face do Estado do Rio de Janeiro e da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística para exigir que todos os bondes fossem restaurados, sob pena de multa.

Além disso, o MP requisitou a reforma das estações da Carioca e Curvelo; a substituição de 4.600 m de fio de contato; a recuperação dos 8 km de Via Permanente; a recuperação da Oficina de Bondes de Santa Teresa; a substituição do Gradil sobre os Arcos da Lapa; e a construção do abrigo de Bondes.

Desde então, a ação tramita em diferentes instâncias judiciais. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, o Tribunal de Justiça já se manifestou favorável à ação, mas como o governo vem recorrendo constantemente das decisões, ainda não foi dada a sentença final.

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