MP do Rio denuncia cabo do Bope que confundiu furadeira com arma

Em maio deste ano, um homem de 46 anos morreu após ser atingido com tiro de fuzil quando pregava uma lona no terraço de sua casa, no Andaraí

da Sucursal do Rio

30 de julho de 2010 | 17h02

O cabo do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Leonardo Albarello que matou um fiscal de supermercado que segurava uma furadeira, em maio deste ano, em sua casa, no Andaraí, zona norte, foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

 

Nesta quinta-feira, 29, a delegada responsável pelas investigações, Leila Goulart, da 20ª DP (Vila Isabel) já havia relatado inquérito sobre o caso, indiciando o policial militar pelo mesmo crime.

 

A defesa do cabo disse que ainda não teve acesso à denúncia e espera ler o conteúdo para poder se manifestar no caso. Baseando-se no resultado da perícia feita no local, o advogado Yuri Sahione, antecipou que a denúncia por homicídio doloso é contrária às provas colhidas no inquérito. "A perícia comprovou que àquela distância e naquelas condições seria impossível identificar se o que a vítima portava era uma furadeira e não um fuzil. Ele não pode ser processado nem por homicídio, pois estava cumprindo o seu dever como policial. Para comprovar o dolo, a perícia teria de ter demonstrado que ele estava consciente de que a vítima era uma pessoa inocente", defendeu Sahione.

 

O cabo Albarello também responde a Inquérito Policial Militar. A denúncia será avaliada pela 4ª Vara Criminal da capital. O fiscal de supermercado morto pelo PM chamava-se Hélio Barreira Ribeiro, de 46 anos. Ele foi atingido com tiro de fuzil que perfurou seu pulmão quando pregava uma lona no terraço de sua casa, no Andaraí. Há 12 anos na corporação e há dez na tropa de elite, o policial responde em liberdade.

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