MP investiga enriquecimento ilícito de policial

O Ministério Público, por meio da Promotoria de Cidadania, poderá requisitar a abertura de inquérito civil sobre enriquecimento ilícito ou improbidade administrativa contra o investigador do Denarc José Carlos de Castilho. Tudo dependerá das investigações sobre a origem do patrimônio do policial, que apesar de receber um salário de aproximadamente R$ 1,4 mil acumulou bens no valor de R$ 5 milhões. Segundo o promotor José Carlos Blat, ainda não existem provas de que o patrimômio tenha origem irregular, já que ele poderia ter outra fonte de renda ou, ainda, ter herdado bens de família. "Não podemos ser precipitados", diz Blat. O levantamento deverá começar logo depois do Natal. Na quarta-feira os promotores do Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) vão reunir-se com os delegados da Corregedoria da Polícia Civil responsáveis pelo caso e devem solicitar ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a declaração de bens feita por Castilho em 1998, quando se candidatou a deputado estadual. Castilho declara possuir cinco casas, cinco apartamentos, uma chácara, uma casa de campo, um restaurante e uma loja de autopeças. O procurador Alberto de Oliveira Andrade Neto, coordenador do Gaeco, também admite pedir a quebra do sigilio bancário de Castilho. "Vamos tomar todas as providências que forem necessárias." Castilho, juntamente com outros quatro policias, é acusado de comandar o tráfico de drogas na Cracolância. Eles respondem a inquérito por concussão, formação de quadrilha e associação para tráfico e estão presos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.