MP investiga notas fiscais falsas

O Ministério Público e a nova legislatura da Câmara Municipal de Cajamar investigam um esquema de falsificações grosseiras de notas fiscais que provocaram um desvio de R$ 29.702,98, em 42 notas pagas para que funcionários almoçassem ou jantassem. Estas notas referem-se apenas a um período de oito meses no ano de 1997 e há suspeitas de que o rombo seja muito maior. Em abril de 1997, o presidente da Câmara, Geraldo Aparecido Lacerda Ferreira, hoje chefe de gabinete do prefeito Toninho Ribas, autorizou o pagamento de uma nota de R$ 1.288,44 referente à despesa de um único almoço de um funcionário da Câmara.A nota foi emitida pelo restaurante e Pizzaria Beira Rio, de Jundiaí. Em junho de 1997, o presidente da Câmara autorizou o pagamento de uma nota de R$ 990,00, emitida pelo restaurante Rubayat, de São Paulo, e também referente a uma única refeição de um único funcionário.Quando os vereadores de oposição começaram a investigar o conteúdo dessas notas, descobriram falsificações grosseiras. No talonário de notas do Restaurante Beira Rio, por exemplo, o valor da refeição foi de R$ 88,44. A nota foi falsificada com a colocação de dois numerais, 1 e 2, que transformaram o valor para R$ 1.288, 44. No caso do Rubayat, foi acrescentado o numeral 9, sobre o valor real de R$ 90,00, e a nota passou a ser de R$ 990,00.

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