MP investiga patrimônio de diretores do sindicato dos motoristas

O Ministério Público Estadual (MPE) já investiga o surpreendente enriquecimento de dois diretores do sindicato: Edivaldo Gomes de Oliveira, o Dentinho, que tem uma casa de R$ 200 mil em Itu, e Francisco Xavier da Silva Filho, o Chiquinho, dono de um imóvel de 200 metros quadrados no Jardim das Flores, zona leste. O patrimônio de ambos, motoristas de ônibus, é incompatível com seus rendimentos.Sindicalista desde o governo de Luíza Erundina (então no PT), o presidente do sindicato, Edivaldo Santiago, que integrava ala radical do PT, promoveu inúmeras greves na época. Uma delas, de nove dias, foi determinante para a derrota do candidato petista à sucessão, Eduardo Suplicy.O assessor de imprensa da então prefeita Luiza Erundina, Ivo Patarra, afirmou que a ex-prefeita chegou a denunciar, assim como Marta Suplicy, supostos locautes. "O curioso é que, no governo Maluf, Santiago, que era trotskista, se filiou ao PMDB e parou de promover greves. Assim como agora, as greves sempre beneficiavam os empresários." Na época, como atualmente, Sérgio Pavani era o presidente do sindicato patronal.

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