MP investiga suspeita de estupro de índia de 9 anos

O Ministério Público Federal vai investigar o suposto estupro de uma garota da etnia apurinã, de nove anos, que está grávida de cinco meses, no município de Manacapuru, a 120 quilômetros de Manaus. A menina, órfã, mora com a irmã e o cunhado.Ela é deficiente auditiva e está internada desde a última quinta-feira, 30 de março, em uma maternidade pública de Manaus com malária, pneumonia e anemia. Segundo o superintendente regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) Francisco Ayres, a etnia tem como regra que garotas possam se casar e ter filhos se já menstruam, independente da idade. "Mas a menina não sabe dizer quem é o pai, tem dificuldades em se comunicar por causa da deficiência auditiva. Estava grávida na casa da irmã, e só depois que ficou doente é que foi revelada a gravidez", conta. Ayres conta que quem descobriu a gravidez e encaminhou a garota à Funasa e ao hospital foram membros de um grupo de trabalho da Petrobrás, que trabalha em comunidades ao longo da obra de um gasoduto na região. De acordo com uma das pessoas que encaminhou a garota ao hospital, a suspeita é que o cunhado da menina, com quem ela mora, a tenha estuprado.

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