MP investiga tratamento de lixo em São Sebastião

O Ministério Publico instaurou inquérito para apurar o tratamento que é dado ao lixo domiciliar no município de São Sebastião, no litoral norte paulista. A cidade produz, em média, 120 toneladas de resíduos por dia. A decisão da promotora de Justiça Elaine Taborda de Ávilla se baseou em laudos feitos pela Cetesb, apontando irregularidades no aterro mantido pela administração pública na região da praia da Baleia, como o vazamento de chorume, líquido escuro produzido pela decomposição do lixo. "A intenção é exigir que a prefeitura faça o tratamento adequado, para evitar o risco de contaminação do solo". Nos últimos três meses, a prefeitura foi notificada por duas vezes e multada em R$ 63 mil. A prefeitura de São Sebastião não concorda com o laudo emitido da Cetesb, já que está investindo cerca de R$ 4,5 milhões no tratamento mecânico e biológico do lixo. "O aterro existente aqui, de tecnologia alemã, está entre os dez melhores do Estado", afirma o diretor de comunicação, Igor Veltman. Uma das exigências da Cetesb é que a prefeitura faça a impermeabilização do solo que recebe as camadas de lixo. "Estamos providenciando esta exigência, que não pode ser cumprida do dia pra noite", afirma o diretor. Hoje, a administração municiapl garante, todo lixo produzido na cidade, que na alta temporada chega a 200 toneladas por dia, aos finais de semana, é devidamente tratado. Segundo a assessoria de imprensa, a tecnologia alemã foi implantada na cidade em abril de 2000, com um investimento inicial de R$ 700 mil. Em janeiro de 2001, recebeu novos equipamentos e investimentos. O diretor de comunicação explica que o chorume, apontado pelo laudo da Cetesb, é captado por canaletas e reaproveitado no processo de tratamento do lixo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.