MP investigará restaurante da Assembleia

O Ministério Público Estadual vai investigar possíveis irregularidades na contratação da empresa que opera o restaurante da Assembleia. Como revelado pelo Jornal da Tarde, a SL Brasil Comércio e Publicidade tem como representante legal o assessor da 3.ª secretaria da Casa José Antônio Rolim de Souza, que é funcionário fantasma e deve ser exonerado hoje, segundo o chefe de gabinete do departamento.

Fabio Serapião, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2011 | 00h00

A abertura de investigação foi determinada pelo procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira. O restaurante foi inaugurado em fevereiro após a SL Brasil vencer a licitação com oferta de R$ 4,23 milhões - valor 105% superior ao lance mínimo fixado.

A SL Brasil foi criada pela mulher do deputado e atual secretário estadual de Saneamento , Edson Giriboni (PV). Atualmente, a firma está em nome de Álvaro Cipriano de Souza Júnior e Julia Fogaça Rolim de Souza, filha de Rolim. Giriboni afirma que sua família não tem mais "nenhum vínculo ou participação" na empresa.

Rolim está lotado na 3.ª secretaria desde março de 2007, por indicação de Giriboni. O funcionário, que tem salário de R$ 10 mil, admitiu, contudo, que "já faz um tempo" que não exerce função na Assembleia. 3

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