MP não quer reconstituição de queda de avião em Goiânia

Procuradores alegam que simulação do acidente que matou pai e filha podem colocar população em risco

da Redação, estadao.com.br

31 de março de 2009 | 17h03

O Ministério Público informou nesta terça-feira, 31, que solicitou que não seja feita a reconstituição da queda da aeronave Tupi prefixo PT-VFI, do aeroclube em Luziânia, ocorrido no último dia 12, em Goiás. No dia, Kléber Barbosa da Silva agrediu a mulher, sequestrou a filha e roubou o avião, que depois caiu no estacionamento de um shopping, em Goiânia, matando ele e a menina, de 5 anos.

 

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O objetivo dos procuradores Ailton Benedito, Marcello Wolff e Raphael Perissé é assegurar a segurança da população, conforme a recomendação feita ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta I). "A reconstituição, por si só, fatalmente implicará riscos à segurança do tráfego aéreo, das edificações e da população de Goiânia, onde caiu o avião, além de se constituir repetição de diversas infrações legais, podendo até mesmo levar a responsabilização dos agentes envolvidos", considera o MPF.

 

Na segunda-feira, os procuradores envolvidos na investigação vistoriaram os procedimentos a cargo do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra). Eles viajaram a Brasília e receberam informações do que está sendo feito para esclarecer o caso. "A Força Aérea Brasileira está demonstrando seriedade e compromisso com o esclarecimento do caso, o qual, inclusive, servirá para estudo, a fim de evitar que fatos semelhantes se repitam", disse Benedito. Os procuradores visitaram também a Base Aérea de Anápolis.

 

O inquérito do MPF apontará quais circunstâncias permitiram a Kléber Barbosa da Silva tomar, mediante violência, da aeronave em Luziânia, e avaliará as medidas de segurança adotadas pelos órgãos públicos de controle e defesa aeronáutica.

 

A avião pilotado por Kléber voou mais de 180 quilômetros de Luziânia até Goiânia, sem nenhuma autorização. Depois de duas horas sobrevoando a capital, colocando em risco a segurança do tráfego aéreo e da população da cidade, implicando o fechamento aeroporto Santa Genoveva, o avião caiu no estacionamento do Shopping Flamboyant, onde estavam cerca de dez mil pessoas.

 

 

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