Luca Erbes/Futura Press/Estadão
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MP pede absolvição de 5 bombeiros réus do processo sobre incêndio da boate Kiss

No total, oito acusados na esfera militar respondem pelos crimes de prevaricação, inobservância da lei e inserção de declaração falsa em documento público

Lucas Azevedo, Especial para o Estado

03 de junho de 2015 | 14h43

PORTO ALEGRE - O Ministério Público pediu a absolvição de cinco bombeiros réus no processo sobre o incêndio da boate Kiss. A solicitação foi feita na manhã desta quarta-feira, 3, na Justiça Militar em Santa Maria, onde ocorre o segundo dia de julgamento.

São oito acusados na esfera militar - todos bombeiros - que respondem pelos crimes de prevaricação, inobservância da lei e inserção de declaração falsa em documento público. Com exceção deste último crime, todos aconteceram antes da tragédia. São irregularidades na concessão do alvará de funcionamento da boate, que incendiou no dia 27 de janeiro de 2013, matando 242 jovens e deixando 630 feridos.

Nesta manhã, o promotor Joel Dutra causou surpresa na sessão: "A norma não era clara, dava margem de interpretação", disse, justificando que os soldados e os sargentos foram induzidos ao erro. Entretanto, ele pediu a condenação dos três oficiais que assinavam os alvarás de liberação para os estabelecimentos.

Foram julgados no primeiro dia o ex-comandante regional dos Bombeiros, tenente-coronel da reserva Moisés Fuchs; o tenente-coronel da reserva Daniel da Silva Adriano, que era comandante do setor de prevenção a incêndio na época da Kiss; e o capitão Alex da Rocha Camilo, que assinou o segundo alvará da casa noturna. Os três respondem por inserir declarações falsas em documentos, deixar de exercer obrigações do seu cargo e por inobservância da lei.

O resultado do julgamento deve ser conhecido nesta tarde.

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