MP pede pena máxima para Andinho

O Ministério Público de Campinas pediu à Justiça pena máxima de 20 anos para Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, dois investigadores da Polícia Civil da cidade e outros dois acusados do seqüestro do empresário Tiago Albejante, no final do ano passado. O pedido foi encaminhado ao juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Fonseca. Os advogados dos réus têm até amanhã para encaminhar a defesa por escrito ao juiz.Os policiais Eudes Trevisan e Rogério Diniz foram flagrados em conversas telefônicas com Andinho, combinando detalhes do seqüestro e do pagamento do resgate de Albejante. Outros dois membros da quadrilha, Jimisol Pereira e Cristiano Nascimento de Faria, são acusados de participar do crime. Todos estão presos. Andinho confessou o seqüestro à polícia ao ser preso, em fevereiro deste ano. Trevisan e Diniz negaram o crime e justificaram as gravações dizendo que estavam tentando se infiltrar na quadrilha de Andinho. Pereira também negou, e Faria não negou em confessou, conforme o promotor Fernando Viana. O promotor explicou que o MP pediu a pena máxima que pode ser atribuída ao crime de seqüestro, quando não há morte. Ele comentou que a pena mínima é de 12 anos. Segundo Viana, essa é a última fase do processo antes da decisão do júri. "Mas não é possível falar em prazos", explicou. Durante o julgamento desse caso, Andinho, os policiais e os outros dois acusados foram trazidos para ouvir os depoimentos da acusação no Fórum de Campinas, em uma operação que mobilizou dezenas de policiais civis e militares. Albejante permaneceu 23 dias em cativeiro e foi solto ante pagamento de resgate. A polícia não divulgou o valor.

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