MP pede prisão de pai e madrasta de menina morta no Rio

Joanna Cardoso foi levada pelo pai para o hospital e tinha hematomas nas pernas e nas nádegas; laudo revela que menina morreu de meningite

Priscila Trindade, Central de Notícias

25 Outubro 2010 | 12h26

SÃO PAULO - A promotora da 25ª Promotoria de Investigação Penal, Ana Lúcia Melo, pediu a prisão do técnico judiciário André Marins e de Vanessa Maia. Pai e madrasta são acusados pela tortura e homicídio qualificado de Joanna Cardoso Marcenal Marins. A menina morreu no dia 13 de agosto.

 

A criança, de 5 anos, estava sob a guarda do pai quando foi levada, em julho, ao Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, e atendida por um falso médico. Depois disso, ela foi levada a outro hospital, onde passou um mês em coma. Ela chegou na primeira unidade com hematomas nas pernas e nádegas.

 

A polícia investigava se a menina foi vítima de maus tratos. O pai nega as agressões. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) revelou que Joanna morreu de meningite, mas não explicou as marcas de queimadura que ela tinha no corpo.

 

De acordo com o MP, na primeira quinzena de julho deste ano, a menina foi mantida dentro da casa dos acusados com as mãos e pés amarrados e deixada no chão por horas. Ela teria ficado suja de fezes e urina durante dias. Os maus tratos causaram lesões físicas e psíquicas na Joanna. Segundo a denúncia do MP, os acusados assumiram o risco da morte da criança de forma omissiva, já que a menina foi levada ao hospital em situação crítica.

 

A Justiça irá analisar o pedido. Caso a denúncia seja aceita, os envolvidos responderão à ação penal no 3º Tribunal do Júri da Capital e serão julgados em júri popular. Caso condenados, os denunciados podem cumprir penas de até 40 anos de prisão.

 

Atualizado às 14h13 para acréscimo de informações

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