MP pede quebra de sigilo no interior

A Justiça determinou ontem a quebra dos sigilos telefônico e digital dos acusados de integrar a rede de pedofilia de Catanduva, no interior de São Paulo. Entre os acusados estão um médico, um empresário e um grande comerciante. A CPI da Pedofilia também vai decretar a quebra dos sigilos de pelo menos 20 linhas de acusados, de familiares de vítimas e outros suspeitos. Segundo o promotor Carlos Fortes, que assessora a CPI, o pedido será analisado nesta semana. A CPI será instalada na semana que vem.O MP e a CPI vão requerer aos provedores o conteúdo das páginas no Orkut e a troca de e-mails de alguns envolvidos, entre eles William Melo Souza, de 19 anos, sobrinho do borracheiro José Barra Nova Melo, preso acusado de abusar de pelo menos 14 crianças. O borracheiro recusou a proposta de delação premiada do senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI. O senador suspeita que o borracheiro seja orientado por terceiros. "Ele está com muito medo", disse Malta. "É estranho ele ter advogado, sem ter recursos."

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