MP promete força-tarefa contra torcidas organizadas

Agentes infiltrados, escutastelefônicas, delação premiada e controle do cadastro dastorcidas organizadas. Essa será, a partir de terça-feira, aestratégia do Ministério Público Estadual (MPE) para identificare reprimir os criminosos que se misturam entre os torcedores quevão aos estádios. Segundo o promotor Fernando Capez, será formada umaforça-tarefa entre MPE, Procuradoria-Geral e Secretaria deSegurança Pública para detectar criminosos em meio às torcidas."Chegamos à conclusão de que existem seqüestradores, ladrões,traficantes e todo o tipo de criminoso no meio das torcidasorganizadas." Segundo ele, o trabalho de inteligência começarácom a infiltração de agentes. "Vamos fazer o mesmo tipo deinvestigação que se faz no crime organizado." Batalha O dia 20 de agosto de 1995, um domingo, foimarcante na história do futebol brasileiro. Após a final daSupercopa São Paulo de Juniores, em que o Palmeiras venceu o SãoPaulo, o Pacaembu virou um verdadeiro campo de batalha para atorcida dos dois times.Esse fato foi a gota d´água para que o MPE declarasse guerra àstorcidas uniformizadas. Capez liderou o processo contra a violência nofutebol. As duas torcidas foram extintas por determinação daJustiça, mas continuaram a agir. A guerra resultou na morte deum jovem torcedor são-paulino, de 16 anos, além de centenas de feridos dos doislados.

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