MP prorroga apuração sobre procurador no DF

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) prorrogou por 30 dias o prazo para conclusão dos trabalhos da comissão que investiga o envolvimento dos procuradores Leonardo Bandarra e Deborah Guerner no esquema de corrupção desmantelado pela Operação Caixa da Pandora, no Distrito Federal. Ambos estão afastado das funções desde 13 de dezembro e, após a conclusão do relatório da comissão, terão 15 dias para as alegações finais de defesa.

Vannildo Mendes, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2011 | 00h00

A previsão é que o processo seja julgado pelo plenário do CNMP em abril. Caso haja risco de os procuradores retornarem às funções antes do julgamento, o conselho examinará a prorrogação do afastamento, fixado em 120 dias. "O relator deve trazer o assunto ao conselho para assegurar que o afastamento seja mantido enquanto durar o processo", disse o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Vídeos apreendidos pelo Ministério Público e pela Polícia Federal revelaram indícios da participação da dupla na partilha de dinheiro ilícito obtidos no esquema de corrupção no DF, batizado de mensalão do DEM. As denúncias levaram à prisão e afastamento do então governador José Roberto Arruda e ao indiciamento de mais de 30 pessoas, entre secretários, políticos e empresários. Um dos vídeos gravados na casa de Deborah mostra Bandarra, então procurador-geral de Justiça do DF, indo ao local de motocicleta e capacete, tirado só dentro do imóvel, para não ser reconhecido.

Para Gurgel, o caso é constrangedor para o MP, que quer concluir as investigações o mais rápido possível, ainda que sem atropelar etapas. "Há uma série de formalidades que precisam ser observadas, para que não se alegue cerceamento de defesa e inobservância do devido processo legal", observou.

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