MP quer proteção para testemunhas de chacina de mendigos

O Ministério Público vai incluir no programa de proteção a testemunhas quem delatar os autores da chacina dos mendigos do centro de São Paulo. O promotor Carlos Roberto Talarico afirmou que o assassino é uma pessoa que demonstra ?uma certa sofisticação e inteligência? e grande periculosidade. ?Se ele achar que alguém vai delatá-lo, certamente vai matar. Quem estava junto e não sabia o que ia ocorrer ou familiares e amigos do assassino estão correndo perigo.?Os investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) voltaram ontem ao centro para tentar encontrar testemunhas e pistas da chacina. Por enquanto, uma única testemunha apontou aos policiais uma possível causa do crime: uma briga entre dois grupos de moradores de rua. O primeiro de gente pacífica e o outro ligado ao tráfico de drogas. As informações, por enquanto, são insuficientes para um pedido de prisão.A chacina, na quinta-feira, deixou quatro mortos e seis feridos ? todos golpeados no rosto. Três vítimas permaneciam ontem em estado gravíssimo e quatro em estado grave. Elas estão no Pronto-Socorro Vergueiro, no Hospital de Ermelino Matarazzo e na Santa Casa.Um outro sem-teto ferido na sexta-feira, supostamente a 11.ª vítima do autor ou autores da chacina, continuava internada no PS Vergueiro, consciente. A polícia só descobriu seu primeiro nome: Severino. Pela manhã, parentes de duas das vítimas ? Givanildo Amaro da Silva e Cosme Rodrigues Machado ? foram ao Instituto Médico-Legal identificar os corpos.Na madrugada deste domingo, mais quatro moradores de rua foram atacados. De acordo com o 1º DP da Sé, pelo menos um deles morreu.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.