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MP quer reabertura de inquérito sobre morte de mãe de Bernardo

Na época, polícia apontou que Odilaine Uglione se suicidou, tese que sempre foi rejeitada pela família

Lucas Azevedo, Especial para O Estado

18 Maio 2015 | 18h26

PORTO ALEGRE - A investigação que apurou as circunstâncias da morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos - assassinado em abril de 2014, no Rio Grande do Sul -, deve ser reaberta. Nesta segunda-feira, 18, o Ministério Público solicitou à Justiça que o inquérito policial seja retomado. 

Odilaine teria se suicidado com um tiro na cabeça em 10 de fevereiro de 2010, na cidade gaúcha de Três Passos, quatro anos antes de o filho ser assassinado. Na época, a Polícia Civil encerrou o caso como sendo suicídio. Entretanto, a família de Odilaine, por meio de sua mãe, Jussara Uglione, e do advogado Marlon Taborda, iniciaram uma série de levantamentos desde a morte do menino, cujo um dos réus é o próprio pai, Leandro Boldrini. 

Odilaine morreu no consultório de Leandro, depois de uma discussão. Perícias contratadas por sua família estão levantando uma série de dúvidas a cerca do trabalho policial, que vão desde a ausência de resíduos de pólvora em sua mão até a possibilidade de sua carta de despedida ter sido escrita por outra pessoa. O último laudo obtido por Taborda dá conta de que quem produziu o bilhete encontrado após a morte de Odilaine teria sido uma ex-secretária de Leandro. 

Com o objetivo de confrontar o que foi investigado pela polícia e as novas provas produzidas por peritos provados, o MP solicitou a reabertura do caso. Dentro do pedido está a requisição de uma nova perícia grafoscópica e a reconstituição da briga dentro do consultório de Leandro. 

O pedido está sendo analisado pelo Judiciário. Se for deferido, os autos do inquérito policial serão encaminhados à polícia para novas diligências.

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