MP responsabiliza médico por morte de jornalista no DF

O médico Haeckal Moraes pode pegar de 12 a 30 anos de detenção se for declarado culpado

Ricardo Valota, do estadão.com.br

06 de abril de 2010 | 04h05

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) concluiu em inquérito que o cirurgião Haeckal Cabral Moraes foi o responsável pela morte da jornalista Lanusse Martins Barbosa, de 27 anos, durante uma lipoaspiração realizada em 25 de janeiro.

 

O resultado das investigações foi divulgado segunda-feira, 5, durante uma entrevista coletiva concedida pelo promotor Diaulas Costa Ribeiro. O promotor afirmou que houve erro médico e quer que Moraes seja julgado por homicídio qualificado, crime que pode resultar numa pena de 12 a 30 anos de prisão.

 

No dia 25 de janeiro, Lanusse fez uma cirurgia estética no Hospital Pacini e morreu de choque hipovolêmico, causado por uma hemorragia interna resultante da perfuração de vasos sanguíneos. O resultado do exame feito pelo Instituto de Medicina Legal (IML) no corpo da jornalista apontou que a jovem teve o rim direito perfurado.

 

Além da pena, o promotor pediu à justiça que condene Haeckel ao pagamento de uma indenização mínima em favor do filho, de seis anos, da vítima. Por danos materiais, a criança deverá receber R$ 1.149.200 e por danos morais, R$ 255 mil. O MP requereu também a antecipação de tutela para o pagamento de pensão alimentícia no valor de 10 salários mínimos mensais.

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