MP terá de devolver documentos obtidos em Cumbica

Ministério Público e PF levaram cinco caixas de documentos do aeroporto, que agora terão de ser devolvidos

Tânia Monteiro, do Estadão,

07 de agosto de 2007 | 20h26

O Ministério Público Federal (MPF) terá de devolver todo o material apreendido no aeroporto de Guarulhos e, caso vaze alguma informação a respeito, o procurador da República Mateus Baraldi Magnani pode ser punido civil e penalmente. Essa foi a decisão tomada nesta terça-feira, 7, pelo Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo, que suspendeu a liminar que ordenava ao MP e à Polícia Federal (PF) a apreensão de documentos relativos ao tráfego aéreo nos Aeroportos de Congonhas e de Cumbica (em Guarulhos) e no 1º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta-1), em Brasília. O pedido de suspensão e devolução dos documentos foi feito pela Aeronáutica.   A liminar fora concedida no meio do dia por uma juíza do TRF em São Paulo, determinando que o MP e a PF apreendessem documentos do tráfego aéreo nos três locais. A Advocacia Geral da União (AGU) entrou com recurso no TRF paulista e conseguiu a suspensão da liminar da juíza. Em Congonhas e no Cindacta-1 não houve apreensão de documentos. De Cumbica, o MPF e a PF levaram cinco caixas de documentos, que agora terão de ser devolvidos. O TRF estabeleceu prazo de duas horas para a devolução.

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