MP vai apurar repasses para construtora

O Ministério Público Estadual (MPE) vai apurar a destinação de repasses para os municípios paulistas que firmaram contrato com a Construlara Construtora e Empreendimentos Imobiliários Ltda. A promotora de Santa Adélia, Sylvia Luiza Damas Ribeiro, informou por meio da assessoria do MPE que um inquérito civil seria aberto ontem para apurar as circunstâncias em que os repasses foram feitos, a regularidades das licitações e a realização das obras.

CHICO SIQUEIRA , ESPECIAL PARA ESTADO/ ARAÇATUBA, O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2011 | 03h08

Como mostrou o Estado em 02 de outubro, a Construlara atuou em "paróquias" do PTB e arrebanhou R$ 1,3 milhão em 11 obras nos municípios de Ariranha, Santa Adélia, Taiaçu, Guapiaçu, Irapuã e Itajobi. As verbas - que segundo prefeitos e assessores eram frutos de emendas e indicações parlamentares -, foram repassadas pela Secretaria de Estado de Esportes e intermediadas pelo presidente estadual do PTB, Campos Machado, e pelo secretário de planejamento do diretório estadual do partido, Miguel Del Busso, que até fevereiro de 2011 trabalhava no cargo de chefe de gabinete da secretaria. O principal sócio da Construlara é Laffayette Alfredo Morais, o Tatá, genro de Busso. Em entrevista ao Estado, Busso e Morais negaram favorecimentos nos repasses de recursos e na contratação da empresa. Todas as obras foram feitas por meio de carta-convite.

Estádio Municipal. A sede da Construlara fica em Ariranha, a 388 km de São Paulo, onde Busso morou e foi vereador. No município, que é administrado pelo PTB, a empresa foi contratada para fazer a reforma do estádio municipal Alcides Ferreira de Oliveira, obra realizada com repasse de R$ 120 mil intermediado por Campos Machado. Na ocasião, o prefeito Joamir Barboza (PTB) disse que o repasse era fruto de emenda parlamentar. Barboza não foi localizado ontem para falar sobre o assunto.

Campos Machado alegou não ver qualquer problema na contratação da Construlara e por isso não solicitou apuração do caso. "Como não constatei nenhuma irregularidade não há como representar junto ao Ministério Público. Mas se algum fato novo surgir imediatamente irei requerer medidas cabíveis", disse.

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