MP vai apurar vazamento de dados, diz secretário da Segurança

Sociólogo Túlio Kahn foi afastado da chefia da Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), acusado de ter repassado a uma empresa dados sigilosos a respeito da violência no Estado

Gustavo Uribe, Agência Estado

01 de março de 2011 | 16h30

SÃO PAULO - O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, disse nesta terça-feira, 1, que irá pedir ao Ministério Público (MP) e à Corregedoria-Geral Administrativa que apurem o suposto vazamento de dados a respeito da violência no Estado. O sociólogo Túlio Kahn foi afastado hoje da chefia da Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), sob acusação de ter repassado informações confidenciais a clientes da Angra Consultoria, empresa da qual é sócio.

 

"Entendemos, por meio do que foi divulgado, que seria salutar seu afastamento do cargo", disse o secretário. "Todos esses fatos noticiados serão objeto de análise do Ministério Público, que com certeza vai instaurar inquérito civil para apurar."

 

Após evento no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, o secretário disse que não tinha conhecimento de que o sociólogo possui uma empresa e que "é uma versão dele" que o governo estadual teria recomendado a abertura da consultoria. "Essa é a versão dele e cabe a ele evidenciar isso", disse.

 

De acordo com Ferreira Pinto, não há ainda como dimensionar se o vazamento das informações causou prejuízo ao governo estadual. "Só avaliando depois de uma apuração detalhada é que podemos ver se houve ou não prejuízo", disse.

 

O secretário participou hoje, ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), da assinatura de convênio para instituir a atividade delegada em Mogi das Cruzes. A iniciativa permite que policiais militares que atuam na cidade trabalhem durante suas folgas, tendo com isso uma compensação no seu salário.

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