MP vai investigar contratos da Prefeitura de SP

A Promotoria da Justiça e daCidadania da capital vai investigar os contratos do GrupoOfficio, formado pelas empresas Officio Serviços de Vigilância eSegurança Ltda. e Serviços Gerais Ltda., com a Prefeitura de SãoPaulo. A decisão foi tomada na última sexta-feira pelo promotorFernando Capez, com base em reportagem publicada pelo Estadono início do mês, mostrando que o grupo, denunciado peloMinistério Público Estadual por causa de contratos sem licitaçãoem Santo André, foi contratado da mesma forma pela administraçãodo PT em São Paulo.Capez, que é o responsável pelo inquérito civil públicoinstaurado para apurar possível relação entre os seisempresários acusados de participar do suposto esquema decobrança de propina envolvendo a Prefeitura de Santo André eempresas do setor de limpeza urbana e de transportes que prestamserviços para a administração paulistana, vai requisitar àSecretaria da Saúde, responsável pelas emergências na capital,cópia dos contratos e o motivo pelo qual não foram realizadaslicitações. O despacho deve ser enviado nesta semana."Há uma coincidência entre o que ocorreu em Santo Andrée em São Paulo", disse o promotor, referindo-se ao fato de aOfficio ter sido contratada por emergência nas duas cidadesadministradas pelo PT.A Officio Serviços de Vigilância e Segurança Ltda. tornou-sealvo da investigação realizada pelo Ministério Público Estadualem junho. A empresa foi denunciada pelos promotores porque,entre abril de 97 e setembro de 99, assinou nove contratos deemergência seguidos com a Prefeitura de Santo André, no valor deR$ 9,6 milhões.Em 6 de julho, o Estado revelou que a OfficioServiços Gerais Ltda. fechou oito contratos, desde julho de 2001 com a Prefeitura de São Paulo para fazer a limpeza de hospitaise postos de saúde.Além de negar qualquer irregularidade nos contratos, aassessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde informouque, assim que for oficialmente notificada pelo MPE, fornecerátodo o material requisitado.O empresário João RenatoVasconcellos Pinheiro, sócio do Grupo Officio, disse considerarinteressante a decisão da promotoria de investigar os contratos."Isso tudo que está ocorrendo é um delírio, não há nada deerrado."

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