MP vai investigar nomeações de filhos do casal da Renascer

A Promotoria de Justiça e Cidadania de São Paulo abriu inquérito civil, na quarta-feira, para apurar a nomeação de familiares dos fundadores da Igreja Renascer - Estevam e Sonia Hernandes - como funcionários fantasmas da Assembléia Legislativa de São Paulo. A promotora Andrea Chiaratto do Nascimento Rodrigues Pinto abriu o procedimento enviando pedido de informações ao deputado estadual que fez as nomeações, Geraldo Tenuta (PFL), conhecido como Bispo Gê. Embora não tenha sido eleito deputado federal, Bispo Gê deve assumir nesta quinta-feira como suplente da coligação PFL-PSDB na Câmara dos Deputados - no lugar de Walter Feldman (PSDB), que deixou o cargo para assumir a Secretaria Municipal de Esportes, em São Paulo. Com isso, mantém a imunidade parlamentar que perderia em março, ao terminar seu mandato de deputado estadual. O Ministério Público informa que o novo cargo, no entanto, não impede a tramitação do inquérito civil. De acordo com a Lei nº 8.429/92, da Improbidade Administrativa, o deputado e os funcionários podem ser obrigados a devolver o que receberam, com incidência de juros, e perder o direito de assumir cargos públicos. Na quarta-feira, o Estado revelou que o deputado nomeou oito pessoas da família do casal Hernandes para cargos públicos. Desde 2003, eles receberam R$ 1 milhão dos cofres públicos - sem precisar cumprir expediente. Em nota oficial, o deputado afirmou que é vítima de uma tentativa de desqualificação, admitiu a nomeação dos funcionários e disse ter o registro de cumprimento da escala deles. Ele foi notificado pela Corregedoria da Assembléia Legislativa. "Espero que, em respeito ao mandato que ele cumpriu, explique a contratação de todos os funcionários", afirma o corregedor, Romeu Tuma Jr.

Agencia Estado,

08 Fevereiro 2007 | 10h46

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