MP vai se mostrar contra inclusão de Eliza na lista de testemunhas de Bruno

Além de Eliza, considerada morta pela polícia, o advogado indicou o diretor e a presidente do Flamengo, Zico e Patrícia Amorim, e os atacantes Adriano e Vágner Love

Gabriela Moreira, de O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2010 | 18h07

RIO - O Ministério Público vai se dizer contra a lista de testemunhas indicadas pela defesa do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza - entre elas Eliza Samudio - em processo que apura a responsabilidade do atleta no sequestro e lesão corporal contra a jovem, em outubro de 2009, no Rio.

 

Além de Eliza, que é considerada morta pela Polícia Civil de Minas Gerais, o advogado Ércio Quaresma indicou como testemunhas o diretor e a presidente do Flamengo, Zico e Patrícia Amorim, e os atacantes Adriano e Vágner Love.

 

"É no mínimo falta de sensibilidade constar no rol de testemunhas o nome da Eliza. Vou contestar esta e as demais indicações de jogadores que não estão no Brasil. Vejo na defesa uma tentativa de atrasar o processo", disse o promotor Eduardo Paes.

 

Além de Bruno, o amigo do goleiro Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, também foi denunciado no processo. Em depoimento à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), de Jacarepaguá, à época, Eliza afirmou que o jogador a agrediu e tentou fazê-la abortar o filho que estava esperando, que seria de Bruno, forçando-a engolir 10 comprimidos, que seria de um abortivo.

 

A denúncia da tentativa de aborto não foi comprovada em exame toxicológico, concluído mês passado, após dez meses parado no IML.

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