MPE envia processo a juiz e diz que padre Júlio foi vítima

O Ministério Público Estadual (MPE) considera o padre Julio Lancellotti vítima de extorsão de uma quadrilha formada pelo ex-interno da Febem Anderson Batista, sua mulher, Conceição Eletério, e pelos irmãos Everson e Evandro Guimarães. A conclusão consta das alegações apresentadas pelo MPE ao juiz da 31ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda. O julgamento deve ocorrer semana que vem. Todos os acusados estão presos desde o ano passado.Para o MPE, "não resta dúvida de que os acusados associaram-se em quadrilha com a finalidade de praticar reiteradamente delitos contra" o padre. "Esses delitos ocorreram de forma continuada desde 2004".Também são relatadas contradições em que os acusados caíram.Uma delas é a denúncia de Conceição, que disse na 5ª Seccional que o padre havia molestado seu filho. Depois, na 31ª Vara, negou o assédio. "As alegações do MPE são muito boas. Há análise de todo o processo e são apontadas contradições dos acusados, usadas como álibi", disse o advogado do padre, Luiz Eduardo Greenhalgh.Nelson da Costa, advogado dos acusados, disse que as conclusões do MPE não prejudicam a defesa. Ele afirmou que é preciso revelar de onde saiu o dinheiro dado pelo padre aos quatro. "Não há prova nenhuma sobre extorsão." Costa disse que Anderson tinha um relacionamento sexual com o padre e recebeu dele mais de R$ 400 mil. Lancellotti admitiu pagamentos de cerca de R$ 150 mil e negou envolvimento amoroso com Anderson .

Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

21 de fevereiro de 2008 | 00h00

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