MPE estuda afastar promotor do cargo

O promotor Wagner Juarez Grossi pode ser afastado do cargo se a Corregedoria-Geral do Ministério Público chegar à conclusão de que ele estava embriagado quando entrou na contramão, atropelou e matou três pessoas na SP-463, na noite de domingo, em Araçatuba, interior de São Paulo. A corregedoria começou a apurar ontem a falta funcional cometida pelo promotor, que foi indiciado por homicídio culposo com agravante de dirigir embriagado. A reportagem apurou que a situação administrativa do promotor ficou pior depois que testemunhas confirmaram, em depoimento ao procurador Hermann Herschander, responsável pelo inquérito policial, que ele dirigia embriagado e segurava uma latinha de cerveja quando desceu da Ford Ranger que dirigia após o acidente. Outro agravante que deverá dificultar a absolvição de Grossi é o laudo do legista Maurílio Castro, feito poucas horas depois do acidente. O laudo realizado a partir de exame clínico confirmou a "embriaguez moderada". Apesar de o crime de homicídio culposo teoricamente não justificar o afastamento do cargo, a falta grave cometida por Grossi poderá levá-lo a um afastamento parcial ou definitivo do cargo, disse uma autoridade do MP. Mas na prática, o promotor - que está de licença médica de 15 dias- já está sendo afastado administrativamente de algumas funções. Grossi deixou a cidade para fugir do assédio da imprensa e seu advogado não responde aos pedidos de entrevista.

Chico Siqueira, O Estadao de S.Paulo

11 Outubro 2007 | 00h00

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