MPE pede apuração sobre achaque a El Negro

O Ministério Público Estadual (MPE) pediu ontem à Justiça a abertura de inquérito para apurar a denúncia de extorsão feita pelo traficante colombiano Ramon Manuel Yepes Penágos, de 41 anos. Em depoimento informal na Polícia Federal, o criminoso conhecido como El Negro disse que teria pago 400 mil de propina a policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) para que fosse deixado em paz.O traficante foi preso em flagrante por policiais do Denarc em maio do ano passado com 60 comprimidos de ecstasy. Na ocasião, portava apenas um CPF. O que intriga os promotores do Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) é que há duas pessoas registradas com o mesmo número de RG fornecido por El Negro naquele dia - uma é Sandra Regina Fonseca de Jesus e a outra Manoel de Oliveira Ortiz. "Ou não fizeram a pesquisa completa ou, se fizeram, não tomaram providências", assinalou o promotor Márcio Christino, do Gecep.A Delegacia Geral de Polícia informou que a Corregedoria havia aberto uma apuração preliminar no dia 6, quando o Deic descobriu que Ortiz era procurado na Espanha como se fosse um cidadão mexicano. Quando foi revelado que ele, na verdade, era o colombiano Penágos, a Corregedoria decidiu transformar a apuração preliminar em inquérito sobre a expedição de documento falso. Além do RG, El Negro tinha uma carteira de motorista em nome de Ortiz em Praia Grande. Um detalhe chamou a atenção do Gecep: no RG Ortiz é mineiro, mas na CNH, nasceu em Rondônia.

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