MPE pedirá quebra do sigilo de Pórrio e mais 8

Presos no dia 24, acusados de extorquir e torturar cúmplices do traficante colombiano Juan Carlos Abadía em Campinas, o delegado Pedro Luiz Pórrio e oito investigadores terão de responder a inquérito civil movido pela Promotoria da Cidadania da Capital, que apura ato de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. A promotoria vai requerer na Justiça a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos policiais. O objetivo é fazer uma devassa no patrimônio e comparar o padrão de vida do grupo com seus rendimentos. Também serão rastreados parentes e eventuais laranjas. Se ficar evidente a discrepância patrimonial, o Ministério Público Estadual (MPE) vai pedir a perda de bens e a demissão dos policiais, que hoje cumprem prisão preventiva, e a aplicação de multas.Pórrio e os subordinados foram flagrados pela Corregedoria de Polícia de Campinas no dia 21 de setembro. Chefe do Departamento de Investigações Sobre Entorpecentes da Delegacia Seccional de Osasco, ele é acusado de usar grampo autorizado judicialmente para perseguir traficantes.O advogado Daniel Bialski, defensor de dois acusados, Pórrio e o chefe de investigadores Antonio Caballero Curci, afirmou que seus clientes não temem a investigação. "Eles colocam espontaneamente todos os seus dados à disposição, bancários, fiscais e telefônicos"

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