MPE vai investigar contrato de manutenção do helicóptero

Aeronave caiu em Piranhas e matou sete policiais e o principal acusado de participar de chacina

Rubens Santos - Especial para o Estado de S. Paulo,

11 de maio de 2012 | 18h30

GOIÂNIA - O Ministério Público de Goiás (MPE) vai abrir inquérito civil para investigar a queda do helicóptero Koala AW 119KII (prefixo PP-CGO), há três dias em Piranhas, em Goiás. Há suspeita de irregularidades no contrato de manutenção da aeronave, que caiu e matou oito pessoas, sendo sete policiais e o principal acusado de participar de uma chacina. A instauração do inquérito foi motivada pela descoberta de irregularidades, na empresa Fênix de Manutenção de Aeronaves Ltda.

O Centro de Apoio do Patrimônio Público quer saber qual foi a responsabilidade do Governo de Goiás na contratação da empresa. E, junto ao Cenipa (Centro de Investigações de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) após a investigação da queda, o que causou o acidente.

Nesta sexta-feira, 11, os dois outros helicópteros Koala, vinculados ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Militar, foram "estacionados". A ordem partiu do secretário João Furtado, da Segurança Pública: "Vamos aguardar o resultado das investigações, sobre o acidente, pelo Cenipa, conhecer a situação da empresa que presta serviços de manutenção, e junto ao fabricante da aeronave (AgustaWestland) vamos saber como proceder no caso", disse Furtado.

Falhas. A empresa Fênix Ltda., responsável pela manutenção dos helicópteros, foi descredenciada pela Anac - dois dias antes do Koala estacionar para revisão - por falhas operacionais internas.

De acordo com a Anac oi constatada a ausência de rastreabilidade de peças, o emprego de ferramentas não certificadas, calibrações de equipamentos vencidas e ausência do registro dos mecânicos. "As aeronaves estão paradas por necessitar de revisão", disse o comandante dos Bombeiros, coronel Carlos Helbigen. "E permanecerão no solo", disse o secretário de Segurança pública.

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