MPE vai investigar grampo da polícia em SP

O Ministério Público Estadual (MPE) requereu, nesta quinta-feira, ao Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), a lista de todas as interceptações telefônicas realizadas em 2001 e 2002 a pedido do Grupo de Repressão e Análise a Delitos de Intolerância (Gradi), órgão subordinado ao gabinete do secretário da Segurança Pública, Saulo Abreu.A medida dá início a uma apuração específica sobre os supostos atos ilegais cometidos por policiais militares do Gradi. O MPE também quer ter acesso às degravações das conversas monitoradas pelo grupo. O espancamento de dois presos infiltrados por PMs do Gradi em um grupo do Primeiro Comando da Capital (PCC) que ia praticar um assalto serviu de ponto de partida para as denúncias.Promotores vão interrogar nesta sexta-feira, no Presídio de Tremembé, no interior do Estado de São Paulo, um dos presos que foi torturado. Os promotores pediram ainda ao Dipo a lista dos procedimentos que autorizaram escutas telefônicas em 2001 e 2002 com os números e o órgão policial que fez a requisição.Segundo o promotor Carlos Cardoso, assessor da Procuradoria-Geral de Justiça, o MPE não foi informado de alguns procedimentos de apuração do Gradi, criado inicialmente para investigar crimes de intolerância (contra grupos religiosos, homossexuais, nordestinos, entre outros). "Se ocultaram informações, deviam ter um motivo.?O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), João José Sady, divulgou cópia da decisão por meio da qual o MPE arquivou a sindicância da Corregedoria dos Presídios que revelou as irregularidades. "Isso deveria estar sendo investigado desde aquela época.?

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