MPE vai ouvir tutor sobre enriquecimento ilícito do pai de Suzane

O Ministério Público Estadual(MPE) vai colher o depoimento do advogado Denivaldo Barni em processo que investiga enriquecimento ilícito e improbidade administrativa de Manfred von Richthofen, pai de Suzane von Richthofen, assassinado enquanto dormia ao lado da mulher, Marísia von Richthofen, em outubro de 2002, em São Paulo. Barni é procurador jurídico da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), empresa do governo do estado onde Manfred trabalhava. De acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira no jornal ´Diário de S.Paulo´, o MPE suspeita que duas contas bancárias no Discount Bank and Trust Company, da Suíça, tenham servido para guardar dinheiro desviado de obras públicas, mais especificamente do Rodoanel Mário Covas, cuja construção foi iniciada em 1998, mesmo ano em que Manfred foi contratado pelo Dersa, empresa responsável pela construção do Rodoanel. Uma das contas estava em nome de Manfred. Outra, no nome de Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais.Barni será ouvido pelo promotor Eduardo Rheingantz, na condição de testemunha. Depois do assassinato dos Richthofen, o funcionário do Dersa se tornou o principal protetor da filha do casal, Suzane von Richthofen, condenada pelo crime ao lado dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. O promotor Nadir de Campos Júnior - um dos responsáveis pela acusação de Suzane e dos irmãos Cravinhos - citou a investigação durante um workshop realizado na terça-feira, 17 na sede o Ministério Público. Ele afirmou que o dinheiro no exterior ´teria relação com o desvio de verba do Rodoanel´ e levantou suspeita sobre Denivaldo Barni. O atual procurador jurídico da Dersa era amigo próximo de Manfred e, depois do assassinato, virou protetor e tutor legal de Suzane, acompanhando Suzane nos depoimentos, levando para ela na prisão presentes e comida e reivindicando a parte dela na herança da família - da qual Suzane insinuou abrir mão no julgamento, voltando atrás em seguida.O processo contra Manfred, que havia sido arquivado no final de 2004, foi reaberto em julho passado depois que o Ministério Público recebeu uma denúncia anônima na qual listavam as duas contas na Suíça que pertenceriam à família Richthofen.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.