MPF ainda investiga se Denise cometeu crime

Mesmo fora da direção da Anac, Denise Abreu continua sendo investigada em duas representações do Ministério Público Federal. Uma na área cível, por improbidade administrativa, e outra na área criminal, por falsidade ideológica. A procuradora da República Thaméa Danelon Valiengo disse ontem que está configurado crime no caso do documento sem validade legal entregue à desembargadora Cecília Marcondes, da Justiça Federal. "Não há dúvida que houve (crime). Não se sabe diretamente qual. Se for constatado que o documento é falso, está configurada falsidade ideológica. Se ficar provado que o documento é válido, ocorreu crime de falso testemunho." Se comprovada a culpa, a condenação é de 1 ano e 2 meses a 5 anos de prisão. O MPF pediu ontem o afastamento de Denise do cargo por 60 dias, mas a ação ficou sem validade após a demissão. A procuradora Inês Virgínia Prado Soares, que apura improbidade administrativa de Denise e dos outros diretores da Anac, afirmou que o afastamento era necessário porque ela "poderia atrapalhar a coleta de provas".A representação investiga também ações do presidente da Anac, Milton Zuanazzi. "A Anac tem um diretor presidente que é omisso. Isso também é improbidade. Fica ressaltada a omissão da Anac como um todo. Essa é uma situação que preocupa", ressaltou Inês Virgínia. EMPRESASAté mesmo as companhias aéreas podem ser alvo de ação criminal do MPF, no caso do documento entregue pela Anac, que levou a desembargadora a liberar o uso da pista do Aeroporto de Congonhas em janeiro. "Se ficar comprovado que as empresas participaram da elaboração desse documento também serão responsabilizadas."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.