MPF apura três crimes ligados ao uso do documento

Os responsáveis na Anac pela norma ''''extra-oficial'''' para pousos em pistas com chuva não devem escapar de um processo. Caso confirmem que o documento não era válido, o Ministério Público Federal (MPF) pode acusá-los de falsidade ideológica pelo fato de ele ter sido incluído no processo em que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) analisava se mantinha aberto ou não o Aeroporto de Congonhas.Mas, segundo a procuradora Thaméa Danelon Valiengo, se a Anac voltar atrás e disser que a norma era válida, dois outros crimes serão apurados. O primeiro será o falso testemunho de Denise Abreu, diretora da agência, na CPI do Apagão Aéreo. O outro é o crime de expor a perigo aviões, cuja pena em caso de acidente com morte é semelhante à de homicídios.O procuradora da República Inês Virgínia Prado Soares ouviu ontem a desembargadora Cecília Marcondes, que liberou as operações em Congonhas com base na norma técnica ''''extra-oficial'''' entregue pela Anac. A juíza voltou a dizer que se sentiu ''''enganada'''' pelos emissários da agência - entre eles Denise - e garantiu que sua decisão foi embasada no documento.PROCESSO DISCIPLINARO Ministério da Defesa enviou ontem um ofício à Controladoria-Geral da União pedindo a indicação de três técnicos para compor a comissão encarregada do processo disciplinar que pode levar ao afastamento de dirigentes da Anac, como Denise e Milton Zuanazzi. O processo deve levar de um a três meses.

Bruno Tavares, Marcelo Godoy e Lisandra Paraguassú, O Estadao de S.Paulo

07 Agosto 2024 | 00h00

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