MPF denuncia responsáveis por extração ilegal recorde de madeira

Denunciados devem responder por crimes ambientais, formação de quadrilha e falsidade ideológica com documentos públicos

estadão.com.br

09 de julho de 2012 | 11h59

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça uma madeireira e cinco pessoas como responsáveis pela extração ilegal de 64,5 mil metros cúbicos de madeira na reserva extrativista Renascer, no noroeste do Pará. O volume das mais de 23 mil toras é suficiente para carregar 2,5 mil caminhões.

Coordenadores da operação Arco de Fogo, realizada em 2010, afirmam que essa foi a maior apreensão de madeira ilegal já feita no Brasil pela Polícia Federal. O desmatamento ilegal ocorreu de maio de 2009 a março de 2010.

A denúncia foi encaminhada à Justiça Federal em Santarém e, caso condenados, os denunciados estão sujeitos a penas que variam de um a seis anos de reclusão e multa. Eles podem responder por crimes ambientais, formação de quadrilha e falsidade ideológica com documentos públicos.

Segundo o procurador da República Marcel Brugnera Mesquita, autor da denúncia, os denunciados fraudaram o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) para acobertar a retirada ilegal de madeira.

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