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Luis Antonio Rojas/The New York Times
Luis Antonio Rojas/The New York Times

MPF-PR dá três dias para Petrobras informar medidas para reativar e produzir oxigênio hospitalar

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), fechada em março do ano passado, pode ser adaptada para produzir cilindros e aumentar oferta

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2021 | 17h50

RIO - Os Ministérios Públicos Federal e do Trabalho do Paraná enviaram nesta terça-feira, 16, ofício ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e outras autoridades, determinando o prazo de três dias para a empresa informar as providências a serem adotadas para reativar a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), fechada em março do ano passado. O objetivo é adaptar a unidade para produção de oxigênio hospitalar medicinal em meio à crescente pandemia de covid-19 no País.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (Fup), que junto com o Sindipetro PR/SC questionou a Justiça sobre a possibilidade de reabertura da unidade, a Fafen-PR tem capacidade para produzir 30 mil metros cúbicos de oxigênio por hora, "volume significativo diante da escassez de oferta e aumento da demanda", disse a entidade em nota.

"A Fafen-PR tem uma planta de separação de ar que, com uma pequena modificação, poderia ser convertida para produzir oxigênio hospitalar, ajudando a salvar vidas nesse momento dramático da pandemia, que atinge novos picos em diversos Estados do País", afirmou em nota o petroquímico Gerson Castellano, um dos empregados da fábrica de Araucária que foram demitidos após o fechamento da unidade.

No prazo de três dias, o MPF quer que a Petrobras informe ainda o tempo e o custo necessários para a adequação dos equipamentos da Fafen-PR para a produção de oxigênio medicinal/hospitalar, em sua capacidade máxima diária, e que ocorra a readmissão imediata do número de ex-empregados suficientes para a garantia da produção máxima diária de oxigênio hospitalar/medicinal. Também foi determinado que seja apurado o volume máximo que poderá ser produzido de oxigênio na unidade.

Procurada, a Petrobras não retornou com o seu posicionamento sobre o assunto até a publicação desta reportagem.

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