MPF-TO propõe ação contra fraudadores de loteria da Caixa

Para promotoria, funcionários do alto escalão da CEF podem estar envolvidos

Célia Bretas Tahan, ESPECIAL PARA O ESTADO

05 Fevereiro 2014 | 18h49

PALMAS - O Ministério Público Federal do Tocantins propôs à Justiça ação penal contra sete pessoas apontadas pelo golpe de R$ 73 milhões aplicado na Caixa Econômica Federal (CEF). Os supostos envolvidos são Alberto Nunes Tugeiro Filho, Antonio Rodrigues Filho, Ernesto Vieira de Carvalho Neto (suplente de deputado federal pelo Maranhão), Márcio Xavier de Lima, Paulo André Pinto Tugeiro, Robson Pereira do Nascimento (ex-gerente da CEF em Tocantinópolis, no Tocantins) e Talles Henrique de Freitas Cardoso.

Carvalho Neto e Lima estão presos em Araguaina. Nascimento conseguiu liberdade provisória e os demais continuam foragidos.

Em coletiva nesta terça-feira, 5, o procurador-chefe da Procuradoria da República no Tocantins, João Gabriel Morais de Queiroz, e Aldirla Pereira Albuquerque, de Araguaiana, que cuida do caso, afirmaram que não está descartada a participação de pessoas do alto escalão da CEF. Isso porque, mesmo de férias, Nascimento estava com a senha para liberar o falso prêmio da Lotofácil.

As investigações também mostraram que os acusados tentaram aplicar o mesmo golpe no Piauí e, possivelmente, em outros Estados.

O caso. O golpe, considerado o maior contra a CEF, consistiu na abertura de uma conta com titular fictício na agência da CEF em Tocantinópolis, para depósito de um falso prêmio da Lotofácil, no valor de R$ 73 milhões. O fato de o bilhete premiado não ter sido apresentado A não apresentação do bilhete premiado levou a instituição financeira a abrir procedimento investigativo e a acionar a PF, que desencadeou a operação Éskara (ferida, em grego) para identificar e prender os envolvidos.

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