Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

MPF vai investigar contaminação por urânio

Estatal que explora mina na Bahia já foi notificada, assim como os órgãos governamentais; análise técnica será feita em São Paulo

André Borges, O Estado de S. Paulo

28 Agosto 2015 | 22h14

BRASÍLIA - O Ministério Público Federal (MPF) notificou a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) para que apresente todos os relatórios de monitoramento de solo, água e ar realizados nas áreas afetadas pelas atividades de exploração de urânio feita pela empresa, que atua na única mina em operação na América Latina, localizada na zona rural de Caetité, na Bahia.

A Procuradoria de Guanambi, município vizinho de Caetité (BA), decidiu que “oficiará à INB a apresentação de relatório com o mapeamento dos poços da área de influência, acompanhados dos relatórios de monitoramento ambiental respectivos (solo, água e ar)”.

Paralelamente, o MPF oficiou a prefeitura de Lagoa Real, onde foi constatado que há um poço contaminado com alto teor de urânio, para que a gestão municipal apresente um mapeamento completo dos poços do município. Nesse mesmo ofício foram incluídas a Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).

O MPF informou ainda que pretende incluir um corpo técnico próprio na força-tarefa anunciada pelo governo da Bahia para captar água nos poços da região contaminada. O material coletado será encaminhado para exames em laboratórios em São Paulo. 

Saúde. “Será avaliada a possibilidade de inclusão do corpo técnico do MPF, bem como de expedição e recomendação para assegurar a máxima transparência na condução dos trabalhos e quanto aos resultados”, declarou o MPF. A procuradoria declarou que “avaliará a possibilidade de ACP (ação civil pública) para tratar especificamente dos impactos da atividade da INB na saúde da população circunvizinha, ou da própria presença do urânio”.

A mobilização do MPF e dos governos federal e da Bahia ocorre após denúncia publicada há uma semana pelo Estado sobre contaminação de água por urânio em Lagoa Real.

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