MPPE contraria igreja e recomenda pílula do dia seguinte

Pastoral de Saúde da Arquidiocese de Olinda e Recife havia pedido em representação a suspensão da iniciativa

Angela Lacerda, do Estado de S. Paulo,

29 de janeiro de 2008 | 14h21

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) se pronunciou na última segunda-feira, 28, mesmo diante da polêmica em relação à distribuição da pílula do dia seguinte, expedindo recomendação pela manutenção da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher. A promotora de Saúde Ivana Botelho tomou a decisão com base em laudo técnico, assinado por duas médicas que atuam na promotoria da Saúde, que afirma que a pílula do dia seguinte não é um método abortivo. Veja também:Temporão critica reação da igreja contra distribuição de pílulas A promotora também levou em consideração para sua decisão a forma como o contraceptivo emergencial será distribuído à população. "Para receber o medicamento, as mulheres deverão antes passar pelos médicos do Sistema Público de Saúde que estarão nos focos da folia", diz, em nota distribuída pelo MPPE. "Além disso, os comprimidos serão entregues junto com um kit contendo preservativo feminino e masculino e um folheto explicativo a respeito da pílula".  O pronunciamento do MPPE se referiu a duas representações impetradas com referência à distribuição do medicamento. A primeira, assinada por 74 entidades da sociedade civil, pedindo a manutenção da distribuição, na semana passada. A segunda, pela Pastoral de Saúde da Arquidiocese de Olinda e Recife, solicitando a suspensão da iniciativa.

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