MST continua em Buritis

Até o início da noite desta segunda-feira, os integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) que invadiram na última sexta-feira uma propriedade da empresa Ceval, a 3 quilômetros da fazenda da família do presidente Fernando Henrique Cardoso, permaneciam no ginásio de esportes de Buritis, em Minas Gerais.O Ministério do Desenvolvimento Agrário ainda não havia confirmado o repasse de R$ 1 mil para 114 famílias da região que perderam a safra neste ano. Os líderes do MST condicionaram a desmobilização dos militantes (cerca de 300 segundo o movimento) à garantia de ajuda às famílias dos assentamentos de Taquaril, Barriguda I e Barriguda II, em Buritis, e Lagoa das Pedras, em Cabeceiras, Goiás.Até a noite desta segunda-feira, o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) só havia oficializado o repasse de dinheiro para nove famílias de Taquaril. Em reunião na prefeitura de Buritis, os representantes do governo garantiram que aumentariam de R$ 9,5 mil para R$ 12 mil o "Pronaf A" (crédito da Secretaria de Agricultura Familiar específico para assentados), que beneficiará cerca de 300 famílias.Já a ajuda de custo aos que perderam o plantio, dada como certa, dependia de uma análise do orçamento. "Se essa pendência não for resolvida não vamos sair daqui", disse Cledson Mendes, um dos líderes do movimento.O representante do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Boris Alexandre César, confirmou nesdta segunda-feira que o governo assentará em Cabeceiras, município goiano a 50 quilômetros de Buritis, 70 famílias que não foram contempladas nos assentamentos Vanderli Ribeiro e Chico Mendes, localizados na região.Com capacidade para abrigar mais de 150 famílias, a área pertence ao Banco de Brasília (BRB).

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