MST e PM tentam superar impasse

Líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais e o prefeito de Uruana de Minas, Sebastião Caetano, começaram nesta quarta-feira a trabalhar em conjunto na tentativa de encontrar uma solução para o impasse criado em torno da ocupação da Fazenda Renascença com o anúncio do ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, de que só receberá lideranças dos sem-terra depois que a propriedade for desocupada.Os sem-terra já avisaram que não desocuparão a fazenda, que pertence ao embaixador do Brasil na Itália, Paulo de Tarso Flecha de Lima.No trabalho em conjunto, a casa do prefeito de Uruana está funcionando como local das negociações e também de hospedagem dos líderes do MST e dos oficiais da PM.Os líderes dos sem-terra só não aceitaram dormir na casa do prefeito porque, disseram, precisam retornar à fazenda esta noite para conversar com os agricultores que a ocupam.O prefeito Sebastião Caetano informou nesta quarta-feira à noite que telefonou para a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Brasília, e foi informado de que a equipe do Incra teria realizado uma reunião com o ministro Jungmann.Caetano disse também que pediu aos dirigentes do Incra que enviem nesta quinta-feira um representante do instituto a Uruana para conversar com os líderes do MST.Na fazenda, foi realizada nesta quarta-feira à noite uma assembléia durante a qual muitos sem-terra se declararam dispostos a se transferir para a Fazenda Córrego da Ponte, em Buritis (MG), de propriedade da família do presidente Fernando Henrique Cardoso, como forma de pressionar o governo.

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