MTST paralisa BR 222 no 1º dia de encontro dos Brics em Fortaleza

Cerca de 3 mil manifestantes protestam durante uma hora contra a ameaça de despejo de ocupação na Paupina

Carmen Pompeu, Especial para O Estado

14 de julho de 2014 | 11h04

Atualizada às 17h11

FORTALEZA - Cerca de 3 mil pessoas da ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), na Paupina, em Fortaleza, interromperam por uma hora o trânsito na BR-222 na manhã desta segunda-feira, 14. Repetindo palavras de ordem como "Criar, criar, poder popular!" e "O povo na rua, Ferrentini a culpa é sua!", o ato foi uma reação à ameaça de despejo das famílias da ocupação, anunciada pelo secretário estadual das Cidades, Carlo Ferrentini, na última semana.
Pneus queimados impediram o fluxo de veículos. Um manifestante foi apreendido por alimentar as barricadas. Um engarrafamento de dois quilômetros de veículos se formou na via. Não houve confrontos.
Em nota, o movimento afirma que o objetivo do ato foi garantir que os acampados fiquem no terreno até o fim das negociações. "O movimento não tem nenhuma intenção de atrapalhar o encontro dos Brics (que ocorre nesta segunda e terça-feira, em Fortaleza), mas em resposta ao secretário Carlo Ferrentini e sua ameaça de despejo, pararemos a cidade todos os dias do encontro se for preciso", diz a nota da coordenação estadual do movimento.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os manifestantes deixaram o local após negociação com o inspetor Alexandre Azevedo, chefe do núcleo de policiamento da PRF. Eles haviam bloqueado a rodovia nos dois sentidos, próximo ao anel viário que dá acesso à BR-116, no km 4, entre 10h38 e 11h54.
Brics. A 6.ª Conferência de Cúpula do Brics reúne nesta segunda e terça-feira, em Fortaleza, os chefes de Estado do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, no Centro de Eventos do Ceará (CEC). De acordo com a Secretaria da
Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), o efetivo diário destinado à segurança do evento é de 7.689 policiais, considerando a atuação de subordinados ao órgão e externos.
Segundo o secretário da Segurança, Servilho Paiva, a segurança interna do Centro é de responsabilidade da Polícia Federal e das Forças Armadas e, a externa fica a cargo da SSPDS. 
O esquema de segurança inclui o contingente de forças parceiras, com 3.245 agentes, sendo 150 do Ministério das Relações Exteriores e Polícia Federal (PF), 85 da Polícia Rodoviária Federal, 5 da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), 270 da AMC, 2.325 do Ministério da Defesa e Gabinete de Segurança Institucional, 380 da Guarda Municipal e 30 da Agência Brasielira de Inteligência (Abin).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.