Mudança no Bolsa-Escola beneficia Paulo Renato

As mudanças anunciadas ontem pelo governo federal no programa Bolsa-Escola (como é chamado o programa de Renda-Mínima no âmbito federal) beneficiam o ministro da Educação, Paulo Renato Souza. A afirmação foi feita nesta tarde pela prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT).?Nós não temos que pensar só em eleição. Sei que o Paulo Renato (ministro da Educação) é candidato a presidente e quer um cartãozinho escrito MEC (Ministério da Educação), mas não é isso. O que importa é que a população tenha a potencialização desses recursos para que possam ser atendidos de maneira mais simples?, afirmou ela, após visita a região de São Miguel Paulista, na zona Leste da cidade.Ontem, o presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro da Educação anunciaram a ampliação do programa Bolsa-Escola, que prevê complementação de renda para famílias carentes. Com a medida, agora grandes centros urbanos, como a capital paulista, poderão fazer parte do projeto. Também ontem, o governo federal divulgou a mudança na forma de pagamento dos recursos para as famílias beneficiadas. Os recursos, que até então eram repassados para as prefeituras, agora irão diretamente para bancos credenciados, com uso de um cartão magnético com o símbolo do governo federal e o MEC.A prefeita voltou a defender hoje a potencialização dos projetos - da União, do Estado e do Município - que complementam a renda de famílias carentes no País, o que para ela ?é uma questão de bom senso?. Marta defende que os recursos do programas destinados para São Paulo sejam destinados a um fundo onde também estariam os recursos do governo do Estado e da prefeitura. Desta maneira, os beneficiários do projeto receberiam um cartão único com o símbolo dos governos federal, estadual e da prefeitura paulistana.Ela disse ainda que o programa Bolsa-Escola só pode ser ampliado pela União graças a bancada de oposição no Congresso, em especial a do PT, que garantiu a ampliação de recursos para o projeto. Este ano, o governo federal vai destinar R$ 1,7 bi para o Bolsa-Escola, sendo que no ano passado os recursos para o programa foram de R$ 160 mi. ?Esse encaminhamento não veio da benesse do governo. Veio de um esforço muito grande da oposição no fundo de combate à pobreza e principalmente do PT para carimbar esse dinheiro para o Renda Mínima.?

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