Mudança reduz trajeto até escritório a 10 segundos

Cerca de 30 quilômetros de distância, 50 semáforos e muita paciência separam a casa de Fausto Mantovani, em Mauá, do prédio da IBM, na zona sul de São Paulo. No fim da década de 1970, quando começou a trabalhar na empresa, era sossegado fazer o percurso, mas, com o tempo, precisou acordar mais cedo e chegar uma hora e meia antes à IBM para não se perder nos congestionamentos. Agora, Mantovani leva dois minutos da cama ao escritório."A melhoria na qualidade de vida foi fantástica", diz o gerente, que se rendeu ao home-office há dez meses. Além de levar uma vida mais saudável, com a prática de exercícios físicos e menos stress, diz que o teletrabalho fez bem para seu relacionamento social.Estabelecer regras e ter disciplina é fundamental. Mantovani montou escritório num ambiente separado e, quando a porta está fechada, é sinal de que não pode ser incomodado.Os "sem-chefe" são os que mais se aproveitam do home-office. O headhunter Plínio Serqueira, de 51 anos, já teve um escritório no centro, mas em 2003 decidiu atuar de casa, em Alphaville (Barueri). "Já levei duas horas para fazer esse trajeto (até o escritório). Hoje são dez segundos."O psicólogo e diretor de Recursos Humanos Fernando Carvalho Lima, de 56 anos, trabalha em casa desde 1997, quando era funcionário da empresa canadense Nortel. Quando montou a própria empresa em 2006, optou pelo home-office. Com mais tempo em casa, Lima investiu em ser pai de novo: adotou três crianças. "Conciliei o trabalho à possibilidade de vê-las crescer."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.